{"id":72,"date":"2017-11-28T13:54:55","date_gmt":"2017-11-28T16:54:55","guid":{"rendered":"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/?p=72"},"modified":"2017-11-28T13:54:55","modified_gmt":"2017-11-28T16:54:55","slug":"porque-os-testes-de-compactacao-em-laboratorio-sao-tao-importantes-e-como-devem-ser-utilizados-em-uma-obra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dynapac.blog\/mobile\/compactacao\/porque-os-testes-de-compactacao-em-laboratorio-sao-tao-importantes-e-como-devem-ser-utilizados-em-uma-obra\/","title":{"rendered":"Porque os testes de compacta\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio s\u00e3o t\u00e3o importantes e como devem ser utilizados em uma obra"},"content":{"rendered":"<h6>Manual da compacta\u00e7\u00e3o, pavimenta\u00e7\u00e3o e fresagem \u2013 Cap\u00edtulo 04<\/h6>\n<h3><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-73\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/manual_da_compac_pavim_fres_pt4.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"900\" \/><\/h3>\n<h3>Resist\u00eancia \u00e0 compacta\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>H\u00e1 quatro tipos de resist\u00eancia \u00e0 compacta\u00e7\u00e3o em solos e enrocamentos: fric\u00e7\u00e3o, coes\u00e3o, coes\u00e3o aparente e massa de part\u00edculas.<\/p>\n<p><strong>Fric\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 causada pela intera\u00e7\u00e3o entre as part\u00edculas, sendo a principal causa de resist\u00eancia encontrada em um solo de granula\u00e7\u00e3o grossa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-74\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/fricacao.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"750\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fric\u00e7\u00e3o interna em um solo, resultante das for\u00e7as que agem nos pontos de contato entre as part\u00edculas individuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Coes\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 causada pelas for\u00e7as moleculares entre as menores part\u00edculas, sendo a principal causa de resist\u00eancia encontrada em um solo de granula\u00e7\u00e3o fina.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-75\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/coesao.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A coes\u00e3o aparece na argila como resultado das for\u00e7as moleculares que agem entre as min\u00fasculas part\u00edculas. Quanto maior a coes\u00e3o, maior o esfor\u00e7o de compacta\u00e7\u00e3o necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Coes\u00e3o aparente<\/strong>\u00a0\u00e9 causada pelas for\u00e7as capilares da \u00e1gua no solo, ocorrendo mais ou menos em todos os tipos de solos. Na quantidade certa, a \u00e1gua agir\u00e1 tamb\u00e9m como lubrificante entre as part\u00edculas do solo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-76\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/coesao-aparente.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A coes\u00e3o aparente \u00e9 causada pelas for\u00e7as capilares criadas na \u00e1gua que parcialmente preenche os espa\u00e7os vazios no solo. A coes\u00e3o aparente mant\u00e9m unida as part\u00edculas atrav\u00e9s de liga\u00e7\u00f5es \u201cel\u00e1sticas\u201d. Quanto menor as part\u00edculas, maior a coes\u00e3o aparente.<\/p>\n<p><strong>Massa das part\u00edculas<\/strong>. Part\u00edculas mais pesadas requerem a compacta\u00e7\u00e3o por equipamentos pesados, a fim de possibilitar a realoca\u00e7\u00e3o das part\u00edculas.<\/p>\n<p>A maioria dos solos alcan\u00e7am a sua mais alta densidade a seco em um determinado teor de \u00e1gua ideal para um dado esfor\u00e7o de compacta\u00e7\u00e3o. Em outras palavras, um solo cujo teor de \u00e1gua est\u00e1 abaixo do ideal requer mais esfor\u00e7o de compacta\u00e7\u00e3o para alcan\u00e7ar a mesma densidade de um solo que possui o teor de \u00e1gua ideal, enquanto um solo com a umidade ideal \u00e9 mais male\u00e1vel e f\u00e1cil de ser compactado. A mais alta densidade a seco \u00e9 obtida em um teor de \u00e1gua ideal, entre os estados \u00famido e seco. O m\u00e9todo mais comum de determinar esse estado \u00e9 o teste de Proctor.<\/p>\n<p>A areia e cascalho limpos, assim como outros materiais grossos de drenagem livre, s\u00e3o menos sens\u00edveis \u00e0s varia\u00e7\u00f5es no teor de \u00e1gua, podendo alcan\u00e7ar a densidade m\u00e1xima em um estado completamente seco ou saturado de \u00e1gua, contanto que a resist\u00eancia interna \u00e0 compacta\u00e7\u00e3o seja superada durante o processo de compacta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Testes de compacta\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio<\/h3>\n<p>O teor de \u00e1gua ideal pode ser determinado por um teste de compacta\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio. H\u00e1 dois tipos b\u00e1sicos de teste de compacta\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio. Um deles emprega um peso padr\u00e3o, que cai sobre uma amostra de solo em um molde; o outro \u00e9 um teste de compacta\u00e7\u00e3o vibrat\u00f3ria padronizada.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo mais comum \u00e9 o teste de Proctor, que se baseia em desferir uma s\u00e9rie de golpes utilizando um soquete, solto de uma altura padronizada. O teste de Proctor \u00e9 reconhecido como o m\u00e9todo laboratorial mais comum para determinar a rela\u00e7\u00e3o entre densidade e teor de \u00e1gua. Ele estabelece o teor de \u00e1gua ideal para um solo, assim como a densidade de refer\u00eancia. A densidade \u00e9 expressa como densidade a seco, que \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o peso das part\u00edculas de solo seco e o volume da amostra.<\/p>\n<h3>Teste de Proctor (NBR 7186\/86)<\/h3>\n<p>Uma amostra do solo a ser testado \u00e9 colocada em um molde cil\u00edndrico e compactada por um soquete, que cai sobre ela. O tamanho m\u00e1ximo da part\u00edcula \u00e9 limitado a um d\u00e9cimo do di\u00e2metro do molde. Se houver uma baixa porcentagem de part\u00edculas grandes, o tamanho m\u00e1ximo da part\u00edcula ser\u00e1 limitado a um quinto do di\u00e2metro da f\u00f4rma. O di\u00e2metro do molde \u00e9 de 100 mm e, no caso de part\u00edculas maiores, de 152,4 mm.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-77\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/proctor.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"700\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O teste de Proctor pode ser realizado em uma das variantes conhecidas como Proctor Tradicional ou Proctor Modificado. O esfor\u00e7o de compacta\u00e7\u00e3o \u00e9 4,5 vezes maior no caso do Proctor Modificado comparado ao Proctor Tradicional.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-78\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/img-graficos.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"750\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Se voc\u00ea perdeu os outros posts desta s\u00e9rie,\u00a0<a href=\"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/category\/pavimentacion\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">clique aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manual da compacta\u00e7\u00e3o, pavimenta\u00e7\u00e3o e fresagem \u2013 Cap\u00edtulo 04 Resist\u00eancia \u00e0 compacta\u00e7\u00e3o H\u00e1 quatro tipos de resist\u00eancia \u00e0 compacta\u00e7\u00e3o em solos e enrocamentos: fric\u00e7\u00e3o, coes\u00e3o, coes\u00e3o aparente e massa de part\u00edculas. 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