{"id":663,"date":"2019-04-23T02:26:51","date_gmt":"2019-04-23T05:26:51","guid":{"rendered":"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/?p=663"},"modified":"2019-04-23T02:26:51","modified_gmt":"2019-04-23T05:26:51","slug":"rolagem-inicial-compactacao-principal-e-rolagem-de-acabamento-teoria-e-pratica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dynapac.blog\/mobile\/manual-de-compactacao-pavimentacao-e-fresagem\/rolagem-inicial-compactacao-principal-e-rolagem-de-acabamento-teoria-e-pratica\/","title":{"rendered":"Rolagem inicial, compacta\u00e7\u00e3o principal e rolagem de acabamento. Teoria e pr\u00e1tica."},"content":{"rendered":"<h6>Manual da compacta\u00e7\u00e3o, pavimenta\u00e7\u00e3o e fresagem \u2013 Cap\u00edtulo 20<\/h6>\n<h6><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-871\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/cc-1300-c-recort.jpg\" alt=\"cc-1300-c-recort\" width=\"850\" height=\"520\" \/><\/h6>\n<h3>PROCEDIMENTOS DE ROLAGEM<\/h3>\n<p>A compacta\u00e7\u00e3o de misturas asf\u00e1lticas utilizando-se rolos pode ser dividida em tr\u00eas est\u00e1gios: rolagem inicial, compacta\u00e7\u00e3o principal e rolagem de acabamento.<\/p>\n<p>A compactabilidade de uma mistura asf\u00e1ltica a quente depende de sua temperatura. A temperatura normal de aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 de 130 a 160\u00b0C.<\/p>\n<p>Nesse intervalo, a mistura encontrase mole e male\u00e1vel. Conforme a temperatura cai, a viscosidade e a resist\u00eancia \u00e0 compacta\u00e7\u00e3o aumentam.<\/p>\n<p>Em geral, a rolagem de compacta\u00e7\u00e3o deve come\u00e7ar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o. Com um rolo vibrat\u00f3rio, a compacta\u00e7\u00e3o normalmente pode come\u00e7ar com passadas vibrat\u00f3rias. Em misturas moles e inst\u00e1veis, pode ser mais adequado come\u00e7ar com duas passadas est\u00e1ticas, as quais devem ser feitas em baixa velocidade de rolagem, ou seja, de 1\u20132 km\/h. O rolo deve seguir a pavimentadora o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel dela, para que possa ocorrer a compacta\u00e7\u00e3o o mais r\u00e1pido poss\u00edvel ap\u00f3s a pavimenta\u00e7\u00e3o. A compacta\u00e7\u00e3o deve ser encerrada antes do resfriamento da mistura. No entanto, se o rolo for passado repetidamente sobre a mesma \u00e1rea em intervalos extremamente curtos quando a temperatura da mistura estiver alta, a superf\u00edcie pode trincar, o que poder\u00e1 resultar em uma queda da densidade.<\/p>\n<p>A finalidade principal da rolagem de acabamento (a qual \u00e9 eficaz a cerca de 60\u00b0C) \u00e9 remover as marcas do rolo e outras imperfei\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie. Ela tamb\u00e9m melhora a textura da superf\u00edcie. A rolagem de acabamento tamb\u00e9m pode aumentar a densidade, principalmente se a camada estiver relativamente quente.<\/p>\n<p>Muitos pa\u00edses utilizam rolos pneum\u00e1ticos para selar superf\u00edcies, apesar do tr\u00e1fego ter um efeito selante no revestimento asf\u00e1ltico de ruas e estradas. Visto que n\u00e3o h\u00e1 este tipo de tr\u00e1fego em pistas de decolagem, os rolos pneum\u00e1ticos s\u00e3o frequentemente especificados para realizar a rolagem de acabamento.<\/p>\n<p>No caso de camadas delgadas e sob condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis, o tempo dispon\u00edvel para a compacta\u00e7\u00e3o pode ser t\u00e3o pouco como cinco minutos, por exemplo. Sob as mesmas condi\u00e7\u00f5es, uma camada espessa conservar\u00e1 a sua temperatura at\u00e9 por v\u00e1rias horas. Portanto, a necessidade de uma compacta\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e eficiente \u00e9 maior em camadas delgadas do que em espessas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-857\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/post-20_2.jpg\" alt=\"post-20_2\" width=\"280\" height=\"530\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-858\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/post-20_3.jpg\" alt=\"post-20_3\" width=\"850\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-859\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/post-20_4.jpg\" alt=\"post-20_4\" width=\"850\" height=\"480\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-860\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/post-20_5.jpg\" alt=\"post-20_5\" width=\"850\" height=\"200\" \/><\/p>\n<p><strong>Aporte do rolo<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero e tamanho dos rolos requeridos em um projeto s\u00e3o determinados pela taxa de aplica\u00e7\u00e3o, expressa em metros quadrados por hora. Para alcan\u00e7ar esse valor, v\u00e1rios elementos precisam ser levados em considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cada projeto de pavimenta\u00e7\u00e3o pode ser medido pela tonelagem da mistura quente a ser aplicada por hora. No caso de projetos grandes, o valor da tonelagem \u00e9 normalmente governado pela capacidade da usina asf\u00e1ltica. A tonelagem da mistura, largura de pavimenta\u00e7\u00e3o e a espessura da camada, juntas, determinam a velocidade da pavimentadora. A velocidade, multiplicada pela largura de pavimenta\u00e7\u00e3o, lhe dar\u00e1 a taxa de aplica\u00e7\u00e3o em metros quadrados por hora. Isso ent\u00e3o servir\u00e1 de base para o porte do rolo. Devem-se fazer provis\u00f5es para picos tempor\u00e1rios no suprimento de mistura.<\/p>\n<p>A velocidade ideal de rolagem varia de 2 a 6 km\/h. Baixas velocidades s\u00e3o usadas em camadas espessas e sempre que forem especificados altos graus de compacta\u00e7\u00e3o. O n\u00famero de passadas do rolo depende de v\u00e1rios fatores que s\u00e3o, primariamente, as propriedades de compacta\u00e7\u00e3o da mistura e o grau especificado de compacta\u00e7\u00e3o. A carga est\u00e1tica linear e as caracter\u00edsticas de vibra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m possuem uma influ\u00eancia decisiva.<\/p>\n<p>Camadas delgadas com um alto teor de pedras s\u00e3o melhor compactadas com uma combina\u00e7\u00e3o de alta frequ\u00eancia e baixa amplitude, para reduzir o risco de esmagamento do agregado. Misturas est\u00e1veis e camadas espessas s\u00e3o melhor compactadas com alta amplitude.<\/p>\n<p>Recomenda-se realizar uma faixa de teste, a fim de determinar o procedimento mais adequado de rolagem para se alcan\u00e7ar o grau especificado de compacta\u00e7\u00e3o. Um dens\u00edmetro nuclear \u00e9 um excelente recurso, pois os valores de densidade podem ser lidos imediatamente.<\/p>\n<p>Um profissional do fabricante de rolos ser\u00e1 capaz de lhe fornecer as recomenda\u00e7\u00f5es sobre a sele\u00e7\u00e3o, configura\u00e7\u00f5es e padr\u00f5es de rolagem do rolo compactador.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-861\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/post-20_6.jpg\" alt=\"post-20_6\" width=\"770\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p><strong>Padr\u00e3o de rolagem<\/strong><\/p>\n<p>A largura pavimentada \u00e9 dividida em faixas de rolagem. O n\u00famero de faixas depende da largura do cilindro e da largura de pavimenta\u00e7\u00e3o. A largura do cilindro deve estar relacionada \u00e0 largura de pavimenta\u00e7\u00e3o para que, por exemplo, tr\u00eas faixas de rolagem paralelas sejam suficientes para cobrir a largura de pavimenta\u00e7\u00e3o e evitar a sobreposi\u00e7\u00e3o excessiva.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as de faixa devem ser feitas em uma superf\u00edcie previamente compactada, a fim de evitar deixar marcas na camada.<br \/>\nAl\u00e9m disso, nunca deve-se deixar que o rolo fique parado sobre uma mistura quente.<\/p>\n<p><strong>Compacta\u00e7\u00e3o de juntas<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante haver uma compacta\u00e7\u00e3o eficiente das juntas para a qualidade do pavimento. Conforme ilustrado, h\u00e1 duas alternativas principais para assegurar a compacta\u00e7\u00e3o adequada das juntas.<\/p>\n<p><strong>Misturas r\u00edgidas<\/strong><\/p>\n<p>O aumento das cargas de tr\u00e1fego levaram \u00e0 necessidade de revestimentos asf\u00e1lticos mais est\u00e1veis. Consequentemente, misturas asf\u00e1lticas r\u00edgidas, contendo betume de alta viscosidade e agregados britados com alto teor de pedras, est\u00e3o agora se tornando cada vez mais comuns. Sua alta resist\u00eancia mec\u00e2nica \u00e0 compacta\u00e7\u00e3o requer m\u00e9todos de compacta\u00e7\u00e3o eficientes. Sendo assim, os rolos vibrat\u00f3rios s\u00e3o a melhor escolha para se atender \u00e0s densidades especificadas.<\/p>\n<p><strong>Misturas moles<\/strong><\/p>\n<p>As misturas macias e moles apresentam tend\u00eancia ao deslocamento lateral durante a compacta\u00e7\u00e3o, o que pode resultar em pequenas trincas transversais na superf\u00edcie (3 a 5 mm de profundidade). Elas podem normalmente ser fechadas atrav\u00e9s de uma rolagem de acabamento adequada ou por a\u00e7\u00e3o subsequente do tr\u00e1fego. Se aparecerem trincas longitudinais, elas s\u00e3o frequentemente profundas e muito dif\u00edceis de serem fechadas completamente.<\/p>\n<p>A rolagem de misturas moles requer medidas especiais. Elas frequentemente precisam esfriar antes de iniciar a rolagem. Isso quer dizer que o rolo precisa operar relativamente bem longe da pavimentadora e, em muitos casos, a melhor solu\u00e7\u00e3o pode ser trabalhar com faixas compridas (100 m ou mais). A fim de estabilizar a mistura, geralmente \u00e9 bom come\u00e7ar a compacta\u00e7\u00e3o com duas passadas em modo est\u00e1tico ou utilizando um rolo pneum\u00e1tico (PTR). Um cilindro de grande di\u00e2metro e uma abordagem lenta tamb\u00e9m ajudam a evitar a forma\u00e7\u00e3o de ondula\u00e7\u00f5es ou trincas. \u00c9 geralmente uma boa ideia selecionar uma baixa amplitude e alta frequ\u00eancia com essas misturas. Um PTR \u00e9 adequado para realizar o acabamento da superf\u00edcie.<\/p>\n<p><strong>Camadas delgadas<\/strong><\/p>\n<p>As camadas delgadas normalmente resultam em altas velocidades de pavimenta\u00e7\u00e3o e altas capacidades de superf\u00edcie; entretanto, elas podem ser um problema \u00e0 capacidade de rolagem, caso n\u00e3o tenham sido feitas provis\u00f5es. O rolo nunca deve aumentar a sua velocidade para acompanhar a pavimentadora, pois h\u00e1 o risco da densidade n\u00e3o ser alcan\u00e7ada. Para alcan\u00e7ar uma compacta\u00e7\u00e3o suficiente, o n\u00famero de m\u00e1quinas tem que ser aumentado. Para evitar o esmagamento do agregado, deve-se empregar baixa amplitude e alta frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as camadas delgadas resfriam-se rapidamente, sendo por isso que os rolos devem ser capazes de atingir as densidades especificadas de maneira r\u00e1pida e eficiente.<\/p>\n<p><strong>Camadas espessas<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel obter-se altas densidades nas camadas asf\u00e1lticas de at\u00e9 15 cm de espessura. No entanto, a rolagem em superf\u00edcies muito espessas pode criar ondula\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie. Em camadas espessas, a rolagem deve come\u00e7ar a uma certa dist\u00e2ncia da borda da faixa. As passadas do rolo devem ent\u00e3o ser feitas sucessivamente, pr\u00f3ximas \u00e0 borda, para evitar que ela seja deslocada.<\/p>\n<p>Um cilindro de grande di\u00e2metro, juntamente com uma configura\u00e7\u00e3o de alta amplitude, s\u00e3o bastante adequados para essas aplica\u00e7\u00f5es. A alta amplitude assegurar\u00e1 a obten\u00e7\u00e3o de uma boa compacta\u00e7\u00e3o por toda a camada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-862\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/post-20_7.jpg\" alt=\"post-20_7\" width=\"850\" height=\"450\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manual da compacta\u00e7\u00e3o, pavimenta\u00e7\u00e3o e fresagem \u2013 Cap\u00edtulo 20 PROCEDIMENTOS DE ROLAGEM A compacta\u00e7\u00e3o de misturas asf\u00e1lticas utilizando-se rolos pode ser dividida em tr\u00eas est\u00e1gios: rolagem inicial, compacta\u00e7\u00e3o principal e rolagem de acabamento. A compactabilidade de uma mistura asf\u00e1ltica a quente depende de sua temperatura. 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