{"id":657,"date":"2019-04-08T02:24:25","date_gmt":"2019-04-08T05:24:25","guid":{"rendered":"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/?p=657"},"modified":"2019-04-08T02:24:25","modified_gmt":"2019-04-08T05:24:25","slug":"pavimentacao-altura-espessura-velocidade-tipos-de-mistura-e-todos-os-parametros-que-afetam-qualidade-e-produtividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dynapac.blog\/mobile\/manual-de-compactacao-pavimentacao-e-fresagem\/pavimentacao-altura-espessura-velocidade-tipos-de-mistura-e-todos-os-parametros-que-afetam-qualidade-e-produtividade\/","title":{"rendered":"Pavimenta\u00e7\u00e3o: altura, espessura, velocidade, tipos de mistura e todos os par\u00e2metros que afetam qualidade e produtividade"},"content":{"rendered":"<h6>Manual da compacta\u00e7\u00e3o, pavimenta\u00e7\u00e3o e fresagem \u2013 Cap\u00edtulo 18<\/h6>\n<h3><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-873\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Asphalt_Train_06.jpg\" alt=\"Asphalt_Train_06\" width=\"900\" height=\"600\" \/><\/h3>\n<h3>OPERA\u00c7\u00d5ES DE PAVIMENTA\u00c7\u00c3O<\/h3>\n<p>O cuidadoso planejamento do fornecimento e do transporte da mistura \u00e9 crucial para a manuten\u00e7\u00e3o de uma opera\u00e7\u00e3o de pavimenta\u00e7\u00e3o sem interrup\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quaisquer interrup\u00e7\u00f5es na opera\u00e7\u00e3o resultar\u00e3o em um pavimento de qualidade inferior e menor vida \u00fatil. A velocidade da pavimentadora deve ser mantida constante, devendo estar relacionada \u00e0 tonelagem da mistura dispon\u00edvel determinada pela capacidade da usina asf\u00e1ltica e pelo n\u00famero de caminh\u00f5es dispon\u00edveis).<\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar os resultados especificados, v\u00e1rios pontos precisam ser levados em considera\u00e7\u00e3o. Primeiro, a largura de pavimenta\u00e7\u00e3o requerida precisa ser determinada e a mesa precisa ser aquecida, a fim de evitar a ader\u00eancia da mistura \u00e0 placa inferior.<\/p>\n<p>Os pontos de arrastamento precisam ser ajustados na altura que corresponda \u00e0 espessura desejada da camada. Se necess\u00e1rio, a mesa precisa ser ajustada para permitir um perfil de abaulamento.<\/p>\n<p>A altura do sem-fim helicoidal tamb\u00e9m \u00e9 crucial para o resultado final. Se essa altura for muito baixa, ela interferir\u00e1 com o fluxo de material sob a mesa, o que resultar\u00e1 em uma textura aberta e far\u00e1 com que a camada trinque ou criar\u00e1 uma superf\u00edcie irregular. Se for muito alta, a mistura pode n\u00e3o alcan\u00e7ar as bordas mais externas da mesa, uma quantidade muito grande da mistura se acumular\u00e1 no canal do sem-fim helicoidal, tornando mais dif\u00edcil mover a pavimentadora para a frente. Uma quantidade muito grande de material tamb\u00e9m far\u00e1 com que a pavimentadora mova-se lentamente, podendo causar o seu resfriamento excessivo antes de passar sob a mesa.<\/p>\n<p>O ideal \u00e9 que a dist\u00e2ncia entre a superf\u00edcie da camada e a borda inferior do sem-fim helicoidal seja equivalente a, aproximadamente, cinco vezes a dimens\u00e3o m\u00e1xima da pedra.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios fatores que precisam ser controlados durante uma opera\u00e7\u00e3o de pavimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eles s\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2022 Altura do material (na frente da mesa)<br \/>\n\u2022 Velocidade de pavimenta\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u2022 Espessura efetiva da camada<br \/>\n\u2022 Uniformidade da superf\u00edcie<br \/>\n\u2022 Largura de pavimenta\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u2022 Juntas<br \/>\n\u2022 Temperatura de assentamento<br \/>\n\u2022 Segrega\u00e7\u00e3o da mistura<\/p>\n<p><strong>Altura do material<\/strong><\/p>\n<p>A altura do material (a quantidade de material espalhada na frente da mesa) deve ser constante por toda a largura de trabalho. Ela tem uma influ\u00eancia decisiva na posi\u00e7\u00e3o vertical da mesa. Como dito antes, a a\u00e7\u00e3o de nivelamento de uma mesa depende de um estado de equil\u00edbrio entre todas as for\u00e7as que agem nela. Qualquer mudan\u00e7a nessas for\u00e7as fazem com que a mesa mova-se para cima ou para baixo, conforme o caso. Se a altura do material for muito alta, a resist\u00eancia \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o para a frente aumenta e, na tentativa de vencer essa resist\u00eancia, a mesa come\u00e7a a subir. Uma corruga\u00e7\u00e3o ent\u00e3o aparecer\u00e1 na camada ou a sua espessura aumentar\u00e1. O excesso de material tamb\u00e9m acelera o desgaste dos sem-fim helicoidais. No entanto, se a altura do material for muito baixa, a mesa afunda porque n\u00e3o h\u00e1 material suficiente para suport\u00e1-la. Um sistema autom\u00e1tico que monitora e controla o fluxo de material que passa pelas esteiras e sem-fim helicoidal, assim como o n\u00edvel da mesa, significantemente reduzir\u00e3o tais efeitos.<\/p>\n<h4>Como a altura do material afeta a altura da mesa<\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-844\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/post-18_2.jpg\" alt=\"post-18_2\" width=\"520\" height=\"510\" \/><\/p>\n<p><strong>Velocidade de pavimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A velocidade da pavimentadora deve ser a mais constante poss\u00edvel, uma vez que as varia\u00e7\u00f5es de velocidade resultar\u00e3o em uma superf\u00edcie irregular. Recomenda-se um sistema autom\u00e1tico capaz de pr\u00e9-ajustar e manter as velocidades sob condi\u00e7\u00f5es vari\u00e1veis de carga.<\/p>\n<p>As interrup\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o um problema. Elas n\u00e3o apenas podem prejudicar a superf\u00edcie como tamb\u00e9m resultam em segrega\u00e7\u00e3o de temperatura. Cada vez que uma pavimentadora para, a mesa tende a afundar na camada. O material no bloco do sem-fim helicoidal da mesa e a mistura logo atr\u00e1s da pavimentadora, que s\u00e3o inacess\u00edveis aos rolos, ent\u00e3o sofrem resfriamento, enquanto a mistura abaixo da mesa continua quente. Quando a pavimentadora \u00e9 reiniciada, a mesa subir\u00e1 levemente para dar conta do material mais frio \u00e0 sua frente, deixando uma corruga\u00e7\u00e3o na camada.<\/p>\n<p>Se a pavimentadora for for\u00e7ada a parar, a mesa pode ser travada na posi\u00e7\u00e3o que se encontra atrav\u00e9s de um \u201csistema de parada de mesa\u201d, que retira os cilindros de eleva\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica. Isso evita o afundamento da mesa na camada e reduz os problemas associados \u00e0s paradas da pavimentadora. As velocidades comuns de pavimenta\u00e7\u00e3o variam de 2 a 20 m\/min, dependendo do tipo de mistura e do desempenho do equipamento. Existe uma velocidade m\u00ednima para manter a flutua\u00e7\u00e3o da mesa. Se a velocidade de pavimenta\u00e7\u00e3o cair abaixo desse n\u00edvel m\u00ednimo, a mesa afundar\u00e1. Nesse caso, a camada ficar\u00e1 muito fina. As velocidades devem ser mantidas em cerca de 2\u20134 m\/min a fim de se alcan\u00e7ar altas densidades quando s\u00e3o utilizadas mesas de alta compacta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Espessura das camadas e uniformidade da superf\u00edcie<\/strong><\/p>\n<p>A fim de alcan\u00e7ar a uniformidade especificada, normalmente expressa como o desvio m\u00e1ximo permitido na altura medido a uma certa dist\u00e2ncia, a espessura da camada pode variar, sendo respons\u00e1vel pelas irregularidades na superf\u00edcie subjacente.<\/p>\n<p>Sempre que necess\u00e1rio, dever\u00e3o ser utilizados dispositivos de nivelamento eletr\u00f4nico, tais como controladores de alinhamento e\/ou inclina\u00e7\u00e3o. Esses sistemas automaticamente ajustam a espessura da camada, para manter uma superf\u00edcie nivelada. Se a pavimentadora for operada manualmente, os funcion\u00e1rios dever\u00e3o evitar fazer corre\u00e7\u00f5es frequentes na altura da mesa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-847\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/post-18_3.jpg\" alt=\"post-18_3\" width=\"850\" height=\"590\" \/><\/p>\n<p><strong>Juntas<\/strong><\/p>\n<p>Os procedimentos de pavimenta\u00e7\u00e3o e compacta\u00e7\u00e3o empregados para juntas longitudinais e transversais s\u00e3o importantes \u00e0 qualidade e apar\u00eancia final de um revestimento asf\u00e1ltico.<\/p>\n<p>Ao assentar uma faixa de asfalto ao lado de uma faixa j\u00e1 existente, a altura da mesa acima da superf\u00edcie deve ser cuidadosamente ajustada para permitir o efeito de compacta\u00e7\u00e3o do rolo seguinte, isto \u00e9, a camada n\u00e3o compactada deve possuir uma espessura extra de 15\u201320%. Um controlador autom\u00e1tico de alinhamento trabalhando fora da faixa adjacente \u00e9 bastante \u00fatil para alinhar as juntas.<\/p>\n<p>A sobreposi\u00e7\u00e3o lateral da junta deve ser de, aproximadamente, 25 a 50 mm. Deve haver o m\u00ednimo de inclina\u00e7\u00e3o poss\u00edvel nas juntas e, por isso, o assentamento deve ser preciso.<\/p>\n<p>Para criar uma junta transversal uniforme, a mesa pavimentadora deve ser colocada sobre a camada previamente aplicada, logo \u00e0 frente da junta. Uma vez que as for\u00e7as que agem na mesa precisam estar em equil\u00edbrio quando a pavimentadora volta a trabalhar, uma quantidade de asfalto suficiente apenas para cobrir o eixo do sem-fim helicoidal deve ser trazida antes que a pavimentadora avance. A fim de assegurar uma boa ades\u00e3o das juntas, deve-se aplicar na superf\u00edcie exposta uma camada aderente.<\/p>\n<p><strong>Tipo de mistura e temperatura de aplica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Misturas espessas requerem mesas pesadas, enquanto misturas menos est\u00e1veis requerem mesas relativamente leves. As misturas espessas tendem a elevar a mesa acima do n\u00edvel requerido, enquanto as misturas moles frequentemente n\u00e3o possuem a resist\u00eancia necess\u00e1ria para suportar adequadamente o peso da mesa.<\/p>\n<p>A carga da mesa sobre as misturas moles pode ser reduzida atrav\u00e9s de um \u201csistema de al\u00edvio da mesa\u201d, que transfere o peso da mesa para a unidade tratora. Isso n\u00e3o apenas permite a utiliza\u00e7\u00e3o de mesas pesadas em misturas moles, como tamb\u00e9m aumenta a tra\u00e7\u00e3o e ajuda a obter uma superf\u00edcie uniforme e um n\u00edvel homog\u00eaneo de compacta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro fator que afeta o resultado final de uma opera\u00e7\u00e3o de pavimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 a temperatura de aplica\u00e7\u00e3o da mistura. Varia\u00e7\u00f5es na temperatura causam varia\u00e7\u00f5es na uniformidade da superf\u00edcie e no efeito de compacta\u00e7\u00e3o da mesa. Uma mistura asf\u00e1ltica torna-se mais resistente \u00e0 compacta\u00e7\u00e3o conforme vai resfriando. A unidade tratora deve ser capaz de fornecer a for\u00e7a de tra\u00e7\u00e3o para vencer essa resist\u00eancia. A aplica\u00e7\u00e3o de misturas frias, portanto, requer pavimentadoras com boa tra\u00e7\u00e3o e mesas relativamente pesadas. Al\u00e9m disso, uma camada fria pode trincar, pois a fluidez do asfalto diminui com a temperatura.<\/p>\n<p><strong>Segrega\u00e7\u00e3o da mistura<\/strong><\/p>\n<p>A segrega\u00e7\u00e3o da mistura \u00e9, primariamente, a segrega\u00e7\u00e3o de agregados mais gra\u00fados em uma mistura asf\u00e1ltica, sendo uma das causas mais comuns de danos a um revestimento asf\u00e1ltico.<\/p>\n<p>A segrega\u00e7\u00e3o pode ocorrer prematuramente, j\u00e1 na fase de carregamento do caminh\u00e3o na usina asf\u00e1ltica, especialmente se a mistura for despejada muito lentamente no caminh\u00e3o. \u00c9 sempre dif\u00edcil evitar uma certa concentra\u00e7\u00e3o de pedras ao longo das laterais da ca\u00e7amba do caminh\u00e3o. Depois que o asfalto sofre segrega\u00e7\u00e3o, ele pode continuar neste estado ao passar pela pavimentadora e, na pior das hip\u00f3teses, resultar em uma superf\u00edcie n\u00e3o uniforme.<\/p>\n<p>A segrega\u00e7\u00e3o nas beiradas das faixas pode ser causada pela segrega\u00e7\u00e3o de pedras ao longo das laterais da ca\u00e7amba do caminh\u00e3o e pela distribui\u00e7\u00e3o incorreta da mistura na frente da mesa. Por exemplo, se o n\u00edvel do material for muito alto, ele sofrer\u00e1 inclina\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s bordas externas, onde as pedras podem se segregar. A configura\u00e7\u00e3o da altura do sem-fim helicoidal \u00e9 outro fator importante para este aspecto.<\/p>\n<p>A faixa segregada no meio da pista \u00e9 causada pela unidade de acionamento do sem-fim helicoidal, localizada no centro dos sem-fim helicoidais. Os acionamentos do sem-fim helicoidal, nas extremidades externas dos eixos, evitar\u00e3o que isso ocorra.<\/p>\n<p>As zonas de segrega\u00e7\u00e3o transversal normalmente surgem da segrega\u00e7\u00e3o de materiais na parte dianteira e traseira do caminh\u00e3o, ou a partir de procedimentos inadequados de troca de caminh\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-848\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/post-18_4.jpg\" alt=\"post-18_4\" width=\"515\" height=\"480\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manual da compacta\u00e7\u00e3o, pavimenta\u00e7\u00e3o e fresagem \u2013 Cap\u00edtulo 18 OPERA\u00c7\u00d5ES DE PAVIMENTA\u00c7\u00c3O O cuidadoso planejamento do fornecimento e do transporte da mistura \u00e9 crucial para a manuten\u00e7\u00e3o de uma opera\u00e7\u00e3o de pavimenta\u00e7\u00e3o sem interrup\u00e7\u00f5es. 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