{"id":170,"date":"2017-11-28T14:44:51","date_gmt":"2017-11-28T17:44:51","guid":{"rendered":"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/?p=170"},"modified":"2017-11-28T14:44:51","modified_gmt":"2017-11-28T17:44:51","slug":"o-impacto-da-velocidade-na-produtividade-de-um-rolo-compactador-um-estudo-de-caso-na-odebrecht","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dynapac.blog\/mobile\/compactacao\/o-impacto-da-velocidade-na-produtividade-de-um-rolo-compactador-um-estudo-de-caso-na-odebrecht\/","title":{"rendered":"O impacto da velocidade na produtividade de um rolo compactador. Um estudo de caso na Odebrecht."},"content":{"rendered":"<p>O princ\u00edpio b\u00e1sico da compacta\u00e7\u00e3o utilizando rolos vibrat\u00f3rios com patas est\u00e1 na transmiss\u00e3o de for\u00e7a para o solo, gerada essencialmente pelo peso do pr\u00f3prio rolo e potencializada pelas vibra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas existe outro fator que deve ser levado em conta, que \u00e9 a velocidade com que o rolo se desloca. Quanto maior o \u201cmomentum\u201d, mais for\u00e7a \u00e9 gerada em cada impacto. Portanto, a compacta\u00e7\u00e3o acaba acontecendo mais rapidamente.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-174\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Animacao_CT_3000.gif\" alt=\"\" width=\"935\" height=\"516\" \/><\/p>\n<p>Existem equipamentos projetados especificamente para explorar este fato, os \u201cvelocistas\u201d da compacta\u00e7\u00e3o. A arquitetura para este tipo de desempenho exige a combina\u00e7\u00e3o de 5 fatores chave:<\/p>\n<p>&#8211; Motor com pot\u00eancia adequada para movimentar toda a tonelagem do equipamento sem consumo excessivo de combust\u00edvel.<\/p>\n<p>&#8211; Transmiss\u00e3o com quantidade de marchas adequadas para permitir uma amplitude de velocidades superior \u00e0 de um rolo vibrat\u00f3rio comum e escalonamento adequado de torques durante o desenvolvimento das acelera\u00e7\u00f5es e desacelera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8211; Frenagem r\u00e1pida, com sistemas espec\u00edficos para as velocidades m\u00e1ximas que podem ser atingidas.<\/p>\n<p>&#8211; Design das patas adequado para esta din\u00e2mica. Face \u00e0 maior energia transmitida ao solo, os formatos precisam ser diferenciados para aproveit\u00e1-la ao m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>&#8211; Suspens\u00e3o especial para absorver um n\u00edvel de vibra\u00e7\u00e3o muito maior, garantindo o conforto do operador e a manobrabilidade.<\/p>\n<p>Com estas caracter\u00edsticas, existem rolos compactadores do tipo tamping que s\u00e3o produzidos no Brasil, e que atingem velocidades de at\u00e9 20 Km\/h. Seu nicho de aplica\u00e7\u00e3o s\u00e3o as obras que trabalham grandes volumes de terreno.<\/p>\n<p>Vejamos o exemplo de um teste feito pela Odebrecht nas obras de duplica\u00e7\u00e3o da BR 163 no trecho de 100 km que vai de Rondon\u00f3polis at\u00e9 a fronteira com o Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-173\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Mapa_BR_MT.png\" alt=\"\" width=\"935\" height=\"516\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-172\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/CT3000_Produtivade.png\" alt=\"\" width=\"935\" height=\"368\" \/><\/p>\n<p>Foram comparados dois tipos diferentes de equipamentos, um de alta e outro de baixa velocidade num terreno amostral de 15 x 100 metros a ser compactado. O tamanho limitado serviu para avaliar n\u00e3o apenas a produtividade, mas tamb\u00e9m quesitos como manobrabilidade, acelera\u00e7\u00e3o e frenagem. Os operadores foram entrevistados para opinar sobre a qualidade das condi\u00e7\u00f5es de opera\u00e7\u00e3o na cabine.<\/p>\n<p>Ambos equipamentos trabalharam no mesmo tipo de solo (Silte), com umidade de 15,2%, buscando proctor de 100%.<\/p>\n<p>Os modelos comparados foram um convencional, o CAT 825 e o DYNAPAC CT 3000, um modelo tamping de alta velocidade.<\/p>\n<p>O resultado, mostrou claramente esta diferen\u00e7a de arquitetura dos equipamentos:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-171\" src=\"http:\/\/dynapac.blog\/mobile\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Tabela_Equipamentos-CT_3000.png\" alt=\"\" width=\"935\" height=\"516\" \/><\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Na obra analisada, com base nas medi\u00e7\u00f5es deste teste e considerando o consumo menor de combust\u00edvel combinado com maior produtividade, e tomando por base os pre\u00e7os do litro de \u00f3leo diesel e valor de remunera\u00e7\u00e3o por metro c\u00fabico \u00e0 \u00e9poca do teste, calcula-se que o rolo CT 3000 tem um retorno anual de investimento da ordem de R$ 852.220,00 a mais que o rolo compactador de refer\u00eancia. Um valor que basicamente paga o investimento no equipamento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos resultados obtidos nas medi\u00e7\u00f5es, a experi\u00eancia qualitativa do encarregado da obra e do operador tamb\u00e9m foram positivas:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um rolo de alta produ\u00e7\u00e3o\u201d, avaliou o encarregado Muniz Chavez.<\/p>\n<p>&#8220;A m\u00e1quina \u00e9 muito confort\u00e1vel e macia. \u00c9 igual a dirigir um carro pequeno\u201d, declarou o operador de rolo C\u00e9lio Paiva.<\/p>\n<p>Interessante notar que mesmo no ex\u00edguo espa\u00e7o de manobra, o rolo  conseguiu acelerar at\u00e9 sua velocidade m\u00e1xima de 20 Km\/h, freando com efici\u00eancia ao final do trajeto.<\/p>\n<p>Quanto maior a extens\u00e3o de terreno a ser compactado portanto, mais vale a pena optar por rolos tampings de alta velocidade, em especial porque sendo fabricados no Brasil, se tornam mais acess\u00edveis e f\u00e1ceis de manter.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O princ\u00edpio b\u00e1sico da compacta\u00e7\u00e3o utilizando rolos vibrat\u00f3rios com patas est\u00e1 na transmiss\u00e3o de for\u00e7a para o solo, gerada essencialmente pelo peso do pr\u00f3prio rolo e potencializada pelas vibra\u00e7\u00f5es. 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