O equipamento errado na aplicação errada pode gerar mais custos operacionais e danos às estruturas urbanas. Vejamos dicas importantes na escolha deles.

Rolos Compactadores:

Dynapac_CA150_front_side

São utilizados para compactar os solos e oferecer mais suporte, diminuição dos recalques, estabilização e nivelamento da superfície e aumentar a impermeabilidade do solo. Quando não for feita adequadamente, o solo pode ceder e apresentar irregularidades, crateras, trincas nas estruturas ao redor etc.

Sua escolha deve observar:

  • Manobrabilidade em vias urbanas.
  • Capacidade de Compactação, que está relacionada com:
    • Peso do módulo dianteiro: deve estar em equilíbrio com o módulo traseiro para promover uma boa tração e otimizar a compactação. Se o módulo dianteiro for muito mais pesado que o módulo traseiro, o rolo terá dificuldade de tração. Já no caso inverso, haverá um desperdício de combustível e uma baixa capacidade de compactação.
    • Força centrífuga: irá influenciar na energia aplicada ao solo. Quanto maior a força centrífuga, maior será a energia aplicada. Mas em zonas urbanas, temos um limite para essa energia, com risco de danos às estruturas próximas.
    • Amplitude: está relacionada com o efeito de distância de compactação. Quanto maior a amplitude, maior o efeito de profundidade de compactação. Mas as ondas de choque geradas pelo golpe do cilindro sobre o solo podem danificar estruturas próximas.
    • Frequência: é diretamente proporcional à força centrífuga. Os mesmos cuidados que temos que ter com a força centrífuga, devemos ter com a frequência.
  • Emissão de ruídos
  • Emissão de poluentes: os motores devem ser no mínimo categoria Tier 3, de menor índice de emissão.
  • Flexibilidade de aplicação.
    Os rolos compactadores possuem diversas versões e aplicações.

    • Cilindro com patas – para compactar os solos mais finos (argilosos e siltosos). As patas concentram a pressão sobre o solo.
    • Cilindro liso – para solos granulares (areia e cascalho). Também pode facilmente ser adaptado para argilosos e siltosos. Basta acoplar um kit de patas. Porém, essa adaptação tem um custo além do próprio kit. Ela aumenta o peso do módulo dianteiro e modifica a amplitude do rolo compactador. Em média a perda de produtividade é de aproximadamente 20% em relação a um rolo original com patas.
    • Cilindro para asfalto – possui uma frequência de compactação maior, de 45hz e é possível manter um excelente acabamento superficial do asfalto provendo um excelente conforto de tráfego.

Observando todos esses itens sugerimos o modelo Dynapac CA 150 . Possui um baixíssimo nível de ruído. Mede apenas 1,9 metro de largura, um pouco mais que um sedã médio. A altura de aproximadamente 2,9 metros possibilita os trabalhos em locais com cabos aéreos. E seu poder de compactação é menor que os rolos de 12 toneladas, dando mais segurança em operações próximas as estruturas urbanas.

Mas é possível transformar uma versão em outra sem perder em produtividade? Sim, porém existe o custo de ajuste. Se trocarmos o cilindro completo não haverá perda de produtividade entre a máquina lisa e a máquina com patas. Porém, na máquina para asfalto, além do cilindro possuir uma usinagem especial para garantir a cilindricidade, a frequência também muda. Então, além da troca do cilindro teremos que fazer um ajuste na bomba para a frequência de 45hz. Isso só deve ser feito em rede autorizada por profissionais especializados.

Pavimentadoras:

A escolha correta requer atenção para os seguintes itens:

  • Manobrabilidade
  • Produtividade: reduzindo custos e o tempo de execução.
  • Emissão de poluentes: os motores devem ser no mínimo Tier 3
  • Emissão de ruídos
  • Vibração e Tamper: além de facilitar a flutuação da mesa ela promove o acabamento superficial do pavimento. Realiza pré compactação da massa asfáltica ainda quente que termina com o tamper. Isso facilitará a compactação dos rolos e evitará o aparecimento de trincas e erosões no pavimento.
  • Aquecimento da mesa: pode ser a gás ou elétrico. O aquecimento a gás é mais silencioso e menos poluente. O aquecimento elétrico é mais rápido e não há a necessidade de manuseio de garrafas de gás para troca.

Levando em consideração esses itens, sugerimos o modelo Dynapac F 1700 . Ele possui uma capacidade de produção teórica de 350 toneladas/hora, certamente muito maior que a maioria das usinas de asfaltos disponíveis no pais, com média de produção de 100 toneladas por hora. Usa motor Tier 3, silencioso e limpo. Com apenas 1,7 metro de largura a F 1700 é mais estreita que muitos carros comerciais. Possui em sua mesa espalhadora vibração e tamper, promovendo um acabamento superficial e qualidade de pavimento superior ao que vemos atualmente.

Rolos Compactadores de Asfalto – existem 3 tipos:

Rolo liso tandem.

Possuem 2 cilindros lisos vibratórios, com grande capacidade de compactação, inclusive em camadas mais espessas e podem ser utilizados em solos granulares como o CA 150D. É necessário observar os mesmos quesitos vistos acima para os rolos compactadores de solos, com as seguintes ressalvas:

A frequência ideal para a compactação de massa asfáltica está entre 45hz e 70hz.

Para a compactação de massa asfáltica amplitude deve ser mais baixa. Isso porque a espessura da massa raramente ultrapassa 7 cm, muito diferente dos 30 centímetros utilizados em solos.

Rolos de pneus

Usados na compactação inicial, para o selamento da massa asfáltica e preparando para a entrada do rolo tandem e também para o acabamento posterior. Promovem um acabamento com uma rugosidade mais fina da massa asfáltica, dando mais conforto de trafego para a via. Deve-se atentar para os seguintes pontos:

Tamanho do equipamento

Pressão sobre solo: diretamente relacionada com o peso operacional, a quantidade dos pneus e a área de contato com o solo. Diferente dos vibratórios, rolos de pneus são estáticos e não oferecem riscos da propagação das ondas de vibração pelo solo.

Distribuição de peso: devem ter um perfeito equilíbrio. Como possui vários pneus, todos devem exercer a mesma pressão sobre o solo para evitar relevos no pavimento.

Considerando esses itens sobre os rolos de pneus, sugerimos o modelo Dynapac CP 1200 . É a máquina mais compacta do mercado nacional e possui o mesmo poder de compactação dos rolos grandes.

Rolos combinados

Combinam um cilindro liso na parte dianteira e pneus na parte traseira. Como tudo tem um custo, ao combinar as vantagens desses dois equipamentos o rolo tandem perde em produtividade. Em aplicações de baixa produção pode ser uma alternativa bem interessante de otimizar os custos. Os pontos que devem ser observados durante a escolha são os mesmos dos equipamentos anteriores.

Levando em consideração os itens já citados, sugerimos os modelos Dynapac CC1300C e CC1100C. Ideais para manutenção de vias, em operações de tapa buracos e de saneamento básico.

Vimos que a escolha de um rolo compactador fica bem mais fácil se nos atentarmos aos detalhes indicados. Após a escolha adequada o sucesso na pavimentação urbana está garantido.