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A ESCOLHA DOS COMPACTADORES DE ASFALTO

Ao selecionar um rolo ou uma combinação de rolos, devese considerar não só a capacidade da máquina de obter a densidade especificada, como também os aspectos econômicos envolvidos.

Em geral, pode-se dizer que a probabilidade de um rolo vibratório obter a densidade desejada é normalmente maior do que aquela de uma máquina estática. Essa probabilidade aumenta conforme as camadas vão ficando mais espessas, os requisitos de densidade vão ficando mais rigorosos e as misturas vão se tornando mais rígidas.

No caso de misturas moles e quando graus relativamente baixos de compactação são especificados, por exemplo, os rolos estáticos com cilindros em aço convencionais, empregados sozinhos ou combinados a rolos pneumáticos, possuem a mesma probabilidade de alcançar compactação de um rolo vibratório. Por outro lado, no caso de misturas rígidas que requerem um alto grau de compactação, a probabilidade de sucesso definitivamente favorecerá os rolos vibratórios.

Um rolo vibratório é capaz de realizar tanto a compactação quanto a rolagem de acabamento. Durante o estágio de compactação, ele deve alcançar a compactação final. Em projetos pequenos, o rolo pode, então, ser colocado em operação estática para finalizar a superfície. Em projetos maiores, a rolagem de acabamento é realizada por um rolo estático de cilindro liso ou um rolo pneumático.

Visto que os rolos vibratórios possuem uma maior taxa de produção do que seus correspondentes estáticos, eles são especialmente econômicos em grandes construções de pavimentos.

Os rolos vibratórios em tandem pequenos agora dominam uma grande parte do mercado de revestimentos asfálticos pequenos.

Os fabricantes de rolos possuem as ferramentas apropriadas para lhe ajudar a selecionar o rolo certo para o projeto. Eles também são capazes de fornecer recomendações sobre as configurações de rolos e a capacidade prevista.

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ESPECIFICAÇÕES E CONTROLE EM CAMPO

Em uma especificação de resultado final, as autoridades determinam um grau mínimo de compactação, que é então verificado por testes em laboratório e em campo. As especificações de resultado final são as mais comuns no caso de grandes projetos.

Uma especificação de método lista o tipo e o tamanho dos rolos a ser usados, assim como as configurações da máquina e o número necessário de passadas.

As especificações de resultado final são geralmente aplicadas em construções de pavimentos asfálticos. Os requisitos de densidade normalmente se encontram na faixa de grau de compactação de 97–100% (50 ou 75 golpes na amostra de asfalto). Os requisitos também podem ser afirmados como um teor máximo permissível de vazios de ar.

Os contratos de projetos asfálticos geralmente incluem cláusulas de penalização que estipulam multas deduzidas do pagamento, caso a empreiteira não atenda as densidades especificadas.

O método normal para controle de densidade em campo é retirar uma amostra da parte central utilizando-se uma perfuratriz com ponta de diamante. A densidade e o teor de vazios de ar das partes centrais das amostras são determinados em laboratório. É possível utilizar densímetros nucleares para testar rapidamente a densidade no local. Conforme dito antes, eles são muito práticos ao estabelecer procedimentos de rolagem adequados no começo de um projeto. A aprovação final do nível de densidade, no entanto, geralmente baseia-se na perfuração da parte central.

As especificações de função normalmente envolvem toda a concepção da estrada, e não apenas as camadas betuminosas. No entanto, é possível associar requisitos especiais à função dessas camadas; por exemplo: profundidade máxima de um defeito após um período definido, requisitos de uniformidade da superfície. Outros controles de qualidade dos revestimentos asfálticos incluem a verificação da uniformidade da superfície, profundidade da textura e resistência à derrapagem.

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Controle contínuo da compactação – Melhoria da qualidade e da produtividade.

Um sistema de controle contínuo da compactação com posicionamento GNSS e medidores de temperatura por infravermelho ajudam a tornar as operações de rolagem mais eficientes. Ao mesmo tempo, trata-se de uma ferramenta que ajuda o operador a alcançar uma compactação melhor e mais homogênea. Ao visualizar o número efetivo de passadas, é possível reduzir o risco de subcompactação devido a erros do operador. Isso também minimiza as ineficiências causadas por passadas excessivas, que podem causar a sobrecompactação.